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quarta-feira, 26 de maio de 2010

No clima da copa!

Propaganda perfeita! AMEI!
Já esquentando pra Copa!
Quem tá no Brasil já deve ter visto, mas para os compatriotas canadenses, aí vai:



Hahahah! A hora do sambinha é ótima!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Clowns


Uma tarde com fotos e saudade resulta num albinho virtual de família.
Pipo, meu querido palhaço Matraca. Ou Marcus Vinicius Matraca... Seu Doutor.
Du, Dudu e Edu, que saiu com Batone e Pipo numa tarde de clownaria azul de 2003, no Rio. Nosso Rio, em janeiro.
Batone, meu benzinho, que fez a música, Acrobatas Epiléticos.
Adoro essa turminha!
Esse é meu picadeiro!
Taí um albinho virtual pra gente guardar esse momento, clique aqui!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

conexão rio-montréal


E uma canção nova do Batone, feita especialmente para esse momento, escutem "Noir"...

domingo, 30 de agosto de 2009

Viva! Acharam o Belchior!

Gente, é claro que ele não tava desaparecido, né? Tava só na dele curtindo a latinidade... quer coisa melhor? Tá lá... no Uruguai. E a justificativa, claro, só pode ser a música.

E isso é sempre um bom motivo. Um amigo meu, o Pipo, palhaço (palhaço é o que ele é mesmo, estou falando de profissão e de maneira de encarar a vida), antropólogo e músico acabou de voltar de uma viagem latino-musical pela nossa América do Sul. Chegou aqui e me mostrou duas músicas fantásticas que ele trouxe de nossos hermanos uruguaios e argentinos. Eu, que sou mesmo uma enlatinada (inventei agora essa palavra para fazer uma frente ao enlatado, hihi - hum, isso dá uma tese...) mas muito desatada do que há de novo nos países irmãos, fico sempre feliz em saber que estamos tão bem acompanhados de fronteiras. Só o Pipo mesmo pra me dar esse presente.

Acho que o Belchior tá fazendo uma viagem como a do Pipo, vez em quando faz-se necessário retornar às raízes, colocar o nariz vermelho, pegar a violinha e sair por aí... à palo seco!

Belchior bem sabe disso!

sábado, 15 de agosto de 2009

Conta final

Porque no final o que fica é a lembrança.

E uma grande lembrança serão vocês, queridos colegas de trabalho da nossa TV Brasil... ou TVE! Quando começar meu novo trabalho nas terras geladas vou lembrar muito de vocês...


Ivan, garoto papa-goiaba. Mengão, Nikiti, Buzios, Itaquá... e ainda tem que trabalhar!!! Vida de estagiário não é mole não, Ivan! De você levo a certeza de que sempre é preciso começar.
Cláudio, esse menino desconcertado ninguém quer perder! Seu nome é talento e eficiência. Tá, e um pouquinho de mal-humor também... Com sua conduta discreta não esboçou nenhum espanto com minha saída. Fiquei desolée! De índole prestativa vive sendo disputado pela casa. Mas duvido que queira deixar essa trupe fantástica. Um querido que faz maravilhas virtuais e amigos reais...
Ricardo, você foi uma surpresa muito boa. No dia que cheguei no 11º andar nem deu bola pra mim e ainda fez cara feia... pensei "Ah, ele deve ser muito legal!". Estava mantendo a tradição: na Darcy eu te dava boa noite e nada de resposta... Aqui eu dava bom dia na catraca e nada de sorriso.... Mas no Interprograma finalmente o coração se abriu e agora levo comigo a lembrança de um chefe amigo que mesmo brabo permanece manso. Até dizendo palavras chulas! (Ouvi coisas terríveis naquela ilha! Um horror...). De coração de ouro é sem dúvida um exemplar divino de ser humano. Um fofo!
Renata, nossa história é antiga! Primeiro em 2002, na trupe Denival, com atitudes dispersivas e adeptas da estética do farrapo. Depois rodei e acabei voltando pros seus braços. Nos divertimos um bocado e mesmo morrendo de tédio ainda havia um bom motivo pra uma risada! Lembra do dia em que falamos com o Dan? rsrs. Levo de você comigo a força de Yemanjá! Não é a primeira vez que nos despedimos e nos reencontramos. Certamente muitos ainda virão por aí.
Litza, a maior surpresa de todas. Um doce de pessoa escondida numa antipatia elegante. Fiquei na minha até me permitir mostrar pra você e me permitir te ver de verdade. Resultado: adorei! Com minha mania de procurar amigos por aí, rapidinho você ganhou um canto reservado no meu coração. Generosa que é foi até minha casa e deu uma geral na bagunça do meu guarda roupa que desatou finalmente a bagunça do estranhamento inicial. Levo de você uma mala muito mais organizada e eficiente e, claro, a certeza do reencontro.
Clarissa, uma boneca mineira. Ô muié! Duns tempos pra cá grudou ni nóis, danô de falá e fazê roteiro e se bobeá ainda chama os ômi de paiaço. Quando a coisa trapaiô a equipe num pensô duas vêis, pra mode fazer o núcleo andá falou: Traz essa muié prá cá, uai! Aí a coisa foi... Esse interprograma é dos bão, sô! De você levo uma dança de bonecos num palco de sotaques e brasis... e ainda que eu esteja na Lua, lá comigo estarão!
É isso, gente, eu tô indo!!!!!!

:o)
beijos já saudosos,
Gabi

terça-feira, 14 de julho de 2009

torra-torra!!

Inevitável: começamos o torra-torra!

segue o link:

http://lecinemusique.weebly.com/index.html

quem chegar primeiro leva!

:o)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

mi casa, tu casa

"Outro dia, sentada no bar com amigos, ouvi dizer: ética é o melhor de si mesmo. ou algo assim. e fiquei com isto estalando por dentro. estou às voltas com a tal 'cooperação internacional', seja no trabalho, seja nas teias afetivas que me sustentam e alegram. e nesta torre de todas as cores e letras possíveis, há quatro termos sagrados: diversidade, paz, diálogo e tolerância. - antes de escrever sagrado, ia escrever 'bíblico', mas pensei que estaria deixando de lado as muitas possibilidades de fé, inclusive a fé matéria-bruta que é a fé no outro. aliás, aprendi um termo novo: plurinacional. e gosto deste porque plurinacional não nega a origem, conjuga hábitos comuns e aceita a diferença. eu tenho o verde-amarelismo um pouco desbotado. não por vergonha, negação ou rebeldia. é desbotado porque me permiti expandir, simplesmente. me permiti bagunçar cores, ritmos, palavras, jeitos, temperamentos. bagunçar não como quem visita, mas como quem faz parte. é bem diferente e é preciso comunhão entre quem dá e quem recebe. uma coisa é ser anfitrião, outra é ser hospitaleiro. alguns podem ter me visto imigrante, se fui, foi apenas sob uma condição: imigrante de mim mesma, porque não moro em mim faz tempo. mais que isso: não caibo. atravessar a rua pode ser perigoso e não é pelo outro parado suspeitamente na esquina. é por você mesmo - eticamente falando..."

Esse texto é da minha amiga Vanessa é o resultado de nossos papos sobre ir e vir de dentro e fora de nós mesmas. Ela, que já foi imigrante na Espanha, hoje está aqui pra me dar um abraço bem apertado quando chegar a minha hora.

Juntas chegamos à confabulações sobre o mundo e sobre nós que não cabem nem mesmo em nosso abraço.

Que bom é partir sabendo o lugar de origem...

beijos, minha amie!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

en passant


Livros! Peguei-me a observá-los em algum desses dias em que fico confabulando qual será o destino dos nossos bens mais valiosos e coloridos (incluam-se aí também os discos!). As dúvidas são muitas e a certeza só uma: sem eles não temos história e se mudar de país passa longe de mudar de história, ao contrário, a proposta é complementá-la. Para tanto temos que juntar nossos valiosos livros em portugues aos futuros livros que leremos em francês e em inglês. Paspalhamente falando fica fácil confessar que boa parte deles não foi lido e o que fica é o fato de que eles estiveram ali o tempo todo me pedindo e agora de repente eles vão sair do meu campo de visão! Mas assim, sem mais nem lendo?! E pra não ficar essa sensação terrível de vazio ou tempo perdido (culpa!), resolvi me impor um desafio inspirado num blog que vi en passant que lançou um desafio: ler 50 livros em 2009. Como estamos em fins de junho, o mês mais canjica do ano, vou me lançar o desafio de ler 25 livros em 1 semestre. Começa dia 1º de julho, o dia da mudança! (sugestivo). Não é uma conta fácil: dá uma média de 4,16 livros por mês. Praticamente 1 por semana! Uau! (será que eu tô viajando?)... O caminho é longo...




Bem, foi dada a largada!!!





sábado, 2 de maio de 2009

Clip de "Noturno" (Batone)

O Batone está gravando o segundo disco dele no estúdio Filet com Fritas, aqui no Rio. O primeiro disco foi gravado lá em Londrina.
A Filet com Fritas é também uma produtora de imagem (fotografia publicitária e audiovisual). Taí o resultado de uma tarde com uma câmera na mão do querido Júnior, o Ely Arcoverde.
Um clip pra música "Noturno", na cidade diurna do Rio de Janeiro.


sábado, 18 de abril de 2009

1 avô e 6 tios

Às vezes fica difícil dimensionar como uma decisão sua pode gerar uma série de reações.
É isso. Primeiro um toma uma decisão e muda de lugar, depois o segundo decide por outro lugar e, por fim, essas decisões mudam tudo de lugar dentro de alguém que fica.

Foi assim que ganhei num só domingo 1 avô e 6 tios. De repente minha mãe disse "Dizem que ela é muito parecida comigo, talvez seja minha irmã, vamos lá ver?"
A gente foi... e era.

Agora ficou em mim a história de um novo avô, um que eu não conhecia. Diferente daquele que tínhamos orgulho apenas por ter sido idealista e que um dia havia levado um pacote de creamcracker pra minha mãe quando ela era nesse mundo apenas um bebê. (será essa a história ou a poesia?).

Agora a gente sabe que ficou dele também uma família nova, amorosa e carinhosa que quer ver de perto tudo o que diz repeito ao passado desse pai. O pai deles. Melhor: o pai de todos eles.
São 6 mais 3. São 9...
1 pai e 9 histórias.

Essa conta rende um avô.

Taí uma nova história que começa nessa vida. Mesmo que não seja o início da vida.
Essa música é uma boa trilha sonora pra se recontar essa história.

Ela é pra minha mãe e pro meu avô Alberto, que lá do outro lado do céu derrama num papel novos poemas de amor...



Cheio de Vazio (Paulinho Moska)

O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio
Cheio de vazios que transbordam
Seus sentidos pelo meio
Meio que circunda o infinito
Tão bonito de tão feio
Feio que ensina e que termina
Começando outro passeio

E lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor

Amor é o nome que se dá
Quando se percebe o olhar alheio
Alheio a tudo que não for
Aquilo que está dentro do teu seio
Porque seio é o alimento
E ao mesmo tempo a fonte para o desbloqueio
E desbloqueio é quando aquele tal vazio
Se transforma em amor que veio

Lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor

Do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor

O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Subúrbio do Mundo

Escrito pelo meu irmão Saulo de Andrade, jornalista, músico e imigrante na Austrália:

O subúrbio do mundo

Coisa mais interessante é ser cleaner de shopping (faxineiro de shopping), aqui na Austrália. Sinto-me como um retirante nordestino, que, ao chegar no Rio de Janeiro, com muito esforço, consegue um emprego no Plaza Shopping Niterói (Praza, de humilde, né!), garantindo mais um "posto de trabalho" (como gosta de afirmar a nossa podre elitizinha direitista).

Eu, neste caso, sou um retirante do mundo. Venho de um exótico e distante país. Um "planeta" diferente, ao sul das Américas, muito conhecido pela violência, pelas festas (Carnaval!! Uhu!!), pela corrupção, pelo futebol cinco estrelas e pelas lindas "bailarinas", que supostamente falam espanhol ("Não? Sorry! No Brasil vocês falam português? Ah, não sabia"...).

Todas as loirinhas Anglo-Saxônicas -como em qualquer shopping da Barra-, empurradas pela correria do sonho pequeno-burguês de cada dia, são praticamente um objeto distante da minha realidade.

Invisível, faz-se necessário esquecer -durante o período laboral- toda a sua bagagem acadêmica. Afinal, limpar o chão de um templo de consumo é o que resta, pelo menos por enquanto, para a maioria dos imigrantes latino-americanos, quando a busca por dinheiro que paga as contas se torna mais importante que qualquer pseudo-posição na pirâmide social (especialmente em períodos de Crise Financeira Mundial).

Hoje à tarde passei por um episódio curioso.

A neo-zelandesa que trabalha comigou me perguntou: "Você gosta desse trabalho?". E eu disse: "Na verdade, eu não gosto, mas é razoavelmente bom, já que consigo viver dignamente trabalhando como cleaner. No meu país sou jornalista". Espantada, desengonçada, envergonhada e sem o menor traquejo, ela chutou o balde, deixou a água quente cair no chão, e continuou, com os olhos arregalados de susto ("afinal, como pode um ser pensante trabalhar 'COM ISSO'?"): "Mas o que você está fazendo aqui, limpando?". E eu disse: "Isso é o que tenho de fazer para bancar meus estudos por aqui, qualificar-me e, quem sabe, voltar ao meu país para tentar -eu disse tentar- recomeçar a minha vida profissional e receber o mesmo salário (ou menos) que recebo mensalmente aqui, mas trabalhando lá, como jornalista".

Definitivamente, ser faxineiro no Primeiro Mundo é um excelente exercício sociológio -propício para aqueles que pensam estarem construindo seus castelos, isoladamente de todo tipo de miséria humana. Coitados. Muita "gente bonita" -de alma pobre- de nossas grandes cidades não percebe que, no fundo, a favela são eles mesmos. Somos nada menos que o subúrbio do mundo.

Saulo Andrade, de Brisbane, Austrália.

quinta-feira, 5 de março de 2009

fel

Demora né? mas ao mesmo tempo também passa rápido...
Enquanto isso vamos com a fofa da Josée Madore, nossa tutora do curso do Fel, antecipando um pouquinho do que será. Ela é super eficiente, quando a gente manda os exercícios orais ela responde com os comentários já no mesmo dia. Super ágil! Que nem o tempo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Bnegão

Ah, uma música que vem muito a calhar! Se puderem escutem (fico falando no plural achando que tem um monte de gente lendo... haha, meus amigos imaginários!), ela é boa pra quem está nesse compasso de espera e também pra toda a vida.

É do nosso querido Bnegão, que aliás me disse que a parte preferida dele no Canadá é o Québec, nas palavras dele "o Canadá é classe" e "Montréal é responsa total", nada mal heim!

O Processo
Composição: (Letra: Bnegão/ Música: Kalunga, Pedrão, Muzak, Pedro Garcia e Bnegão)

Esse som é sobre a ciência da persistência versus a preguiça e a descrença
Paciência é a sapiência do espírito
Viver no presente é a base, a chave para seguir bem na viagem
Evita o desgaste desnessessário durante o seu intinerário no planeta
Esse som é sobre o processo

O PROCESSO É LENTO

Rápido se monta uma moradia precária
Lento se constrói uma casa segura
Rápido a tv te entope de banalidades
Lento uma leitura certeira te dá um levante
Rápido se faz uma pixação
Lento se faz um grafite bem feito
Rápido uma moto se espatifa contra uma parede
Lento uma goteira contínua consegue perfurar a mais compacta pedra

O processo é lento (não tô dizendo que é fácil…)
O processo é lento Tem que trabalhar, trabalhar feito um operário (só que sem horário)
O processo é lento
O desapego do resultado é importante
O processo é lento
O caminhar contínuo nessa vibe deve ser o modus operandi

Rápido se faz um aterro pra cobrir o mar
Lento o mar retoma de vez o seu lugar
Rápido se derruba uma árvore secular
Lento desenvolve-se uma planta curativa
Rápido a violência tenta se justificar
Lento se percebe aonde tudo isso vai chegar
Rápido o mundo acelera sua degradação
Lento, o novo pensamento vai dando sinais sutis da sua existência

Processo de justiça: lento
educação: lento
Processo é lento de informação (lento)
Percepção: lento
Aprendizado:lento
Processo é lento de evolução (lento)

Processo quase eterno de repetição, irmão
É por isso que eu digo, leva fé
A parada é essa, não tem outra
O negócio é seguir no melhor estilo conta-gotas
¨Numa relax, numa tranquila, numa boa”
Dentro das possibilidades, procurar a melhor opção

O processo é lento
Realidade não é sempre o que parece
O processo é lento
Aceitação e compreensão da situação baixa consideravelmente a taxa de stress
O processo é lento
Só segue quem se fortalece
Pega a responsa pra si, e é isso aí
O processo é lento
Sem ficar de guerri-guerri, sem ficar de ti-ti-ti
O processo é lento
Porque o processo é lento, mas é assim que a gente vai pra frente, cumpadi
O processo é lento
Procurando uma melhoria, um futuro um pouco mais descente
O processo é lento
É, o processo é lento, mas tamo nessa
Tá junto, tá junto.