Depois de meses de congelamento blogático botei os dedinhos pra funcionar e vim aqui dizer aos meus leitores inexistentes e imaginários que nesse meio tempo:
- o Rio de Janeiro já deslizou sob meus pés;
- A água salgada e gelada de Búzios já banhou meu corpinho;
- A feijoada já passou pela minha barriga;
- O brigadeiro, a água de côco e os docinhos de festa brasucas também;
- O bebê que tá na minha barriga mostrou na ultra que é uma menina e que a florzinha se chama Clara;
- Os quilogramas já se instalaram no meu sistema em número inesperado e agora aguardam a amamentação para partir;
- Uma sessão de outono na faculdade já começou e já terminou;
- Algumas sessões de desmaio também ocorreram no metrô calorento anti-grávidas de Montreal;
- Tive a honra de ser transportada pela famosa ambulância do emergência 911;
- O calorzão passou e a neve já tá caindo (iupe!);
- Já é Natal na Leader Magazine;
- Fui assistir o Cirque du Soleil e quase minha bolsa estourou com o susto que levei quando a acrobata deslizou o passo bem na hora do salto mortal de costas e pro alto... ave!
- O Ano Novo taí e de novo me surpreendo com a abstração chamada Tempo;
- A bolsa ainda não estourou!!!
E, então... sigamos!!!
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Brie Soleil no meu inverno
Sexta-feira passada fui com Amélie e Hector na Maison de l'architecture du Québec. Havia um tempo que eu queria ir lá dar uma sondada. Gosto de arquitetar esses passeios arquitetônicos, lembro do quanto aprendi nos papos com Toty e Batone. Nina, Le Corbusier, Niemeyer... e tantos outros que minha memória mal arquitetada sempre assopra por aí.
Quando minha cunhada Ana Rita quis fazer uma casa construída por ela mesma, Batone não pensou duas vezes e fez uma super propaganda do Toty, nosso amigo arquiteto, que ela conhece melhor que eu, e depois de um tempo tava lá o projeto: moderno, arrojado, prático, simples, grandioso, sacado, clean, inspirado e... caro!
Mas só de ter aqueles croquis nas mãos já dava pra gente uma sensação maravilhosa de "nooooossa, que casa!", era como morar numa galeria de arte! Mas por enquanto nosso croquis tá mais pra croquete meRmo...
(A casa da Ana acabou sendo comprada pronta mas as idéias do Toty ninguém compra por aí não.)
A Maison de l'architecture du Québec é um lugar pequeno, gracioso e simples, "que não tem banheiro"(observação "sagacitosa" do Hector), e abriga exposições e pequenos espetáculos. O que rolou nesses últimos tempos foi uma homenagem ao nosso arquiteto Oscar Niemeyer.
O arquiteto brasileiro Eduardo Aquino, professor na Universidade de Manitoba, e que já trabalhou com Niemeyer, desenvolveu (com sua esposa também canadense e arquiteta) o projeto "Sejour au Copan". Pra realizar sua pesquisa se mudaram para o Copan e lá ficaram 1 ano. Resultado: ensaios fotográficos que propõem uma nova forma de representação do edifício Copan, quer dizer, do ponto de vista de quem mora no Copan, de dentro pra fora.
Parte das fotos estão lá, na Maison. Dentro dessa série Niemeyer, houve também a leitura dos escritos de Niemeyer pelo ator Rémy Girard (Invasões Bárbaras). E foi isso que me levou pra lá.
Foi uma noite graciosa, além de ouvir a "voz" de Niemeyer também houve projeções das suas principais obras (MAC saudade), "manhã de carnaval" e neve de Montréal.
Pra quê mais se a gente já tem isso tudo? Foi um brie soleil no meu inverno!
Quando minha cunhada Ana Rita quis fazer uma casa construída por ela mesma, Batone não pensou duas vezes e fez uma super propaganda do Toty, nosso amigo arquiteto, que ela conhece melhor que eu, e depois de um tempo tava lá o projeto: moderno, arrojado, prático, simples, grandioso, sacado, clean, inspirado e... caro!
Mas só de ter aqueles croquis nas mãos já dava pra gente uma sensação maravilhosa de "nooooossa, que casa!", era como morar numa galeria de arte! Mas por enquanto nosso croquis tá mais pra croquete meRmo...
(A casa da Ana acabou sendo comprada pronta mas as idéias do Toty ninguém compra por aí não.)
A Maison de l'architecture du Québec é um lugar pequeno, gracioso e simples, "que não tem banheiro"(observação "sagacitosa" do Hector), e abriga exposições e pequenos espetáculos. O que rolou nesses últimos tempos foi uma homenagem ao nosso arquiteto Oscar Niemeyer.
O arquiteto brasileiro Eduardo Aquino, professor na Universidade de Manitoba, e que já trabalhou com Niemeyer, desenvolveu (com sua esposa também canadense e arquiteta) o projeto "Sejour au Copan". Pra realizar sua pesquisa se mudaram para o Copan e lá ficaram 1 ano. Resultado: ensaios fotográficos que propõem uma nova forma de representação do edifício Copan, quer dizer, do ponto de vista de quem mora no Copan, de dentro pra fora.
Parte das fotos estão lá, na Maison. Dentro dessa série Niemeyer, houve também a leitura dos escritos de Niemeyer pelo ator Rémy Girard (Invasões Bárbaras). E foi isso que me levou pra lá.
Foi uma noite graciosa, além de ouvir a "voz" de Niemeyer também houve projeções das suas principais obras (MAC saudade), "manhã de carnaval" e neve de Montréal.
Pra quê mais se a gente já tem isso tudo? Foi um brie soleil no meu inverno!
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domingo, 17 de janeiro de 2010
pra Lamie
Ontem fui no cinema com a Amélie e com a Erica, fomos ver o filme do Almodovar, finalmente. Eu adorei, achei triste e fiquei até com vontade de chorar. A Penélope Cruz é tudo, linda e ótima atriz, sou fã daquele jeito magrela dela, me dá até orgulho de ter pernas finas! Mas enfim, a minha vontade aqui não é de falar das cores de Almodovar ou do corpinho frágil de Penélope, quero é falar de Lamie (Litza + Amie).
Lamie é minha amiga que achei lá na TV Brasil. Partilhávamos belas manhãs, onde Av. Chile virava Av. Paulista, barzinho da Joaquim Silva virava Pub Londrino e prazos e pressões de trabalho viravam só algumas horas da nossa vida de jovenzinha com marido e cinemas para frequentar.
Quando voltei do cinema ontem peguei um ônibus, pois o metrô estava lento por conta de um acidente. Por incrível que pareça pegar ônibus aqui é mais gostoso que metrô, sobretudo de noite. A gente vem reparando na cidade, na ordem de cada rua, nas luzes do Natal que ainda estão aí (e acho que devem ficar até o fim do inverno). Aí vi um outdoor que dizia:
"Il est seize heure. Savez-vous où est ton rayon de soleil?"
(São 16h. Você sabe onde está o seu raio de Sol?"
e abaixo da frase:
"Le solde évasion hivernale"
(saldão de inverno)
e logo abaixo, pequenino, o nome da loja ou empresa (Expedia).
Na hora achei genial, a melhor propaganda de shopping de todos os tempos! Explico: no inverno 16h aqui já é noite, é o horário de rush, o metrô ferve e os engarrafamentos também. Horário nobre na tv é 18h, hora do jornal. Eu até que gosto de anoitecer cedo pois a noite fica longa e a gente pode fazer muitas coisas noturnas numa noite só.
Assim como gostava muito quando anoitecia quase 21h e o dia ficava imenso, pelo mesmo motivo.
Pensei "caramba, tenho que falar com Lamie dessa propaganda": você sai do trabalho, já está escuro e inverno e seu raio de Sol está nas compras, Lamie vai amar isso!
Mas aí cheguei em casa e vi que Expedia é uma agência de viagens, ou seja, hora de se mandar pra Flórida! (Ou Búzios, pros imigrantes vindos do Rio). Aí a propaganda não ficou mais tão sensacional assim, ficou meio óbvia...
Mas Lamie continuou nas minhas lembranças.
Lamie, você nem acredita, quando fui no shopping gastar o cartão presente que ganhei de Natal no trabalho a música que estava tocando era... Keane! Shomewhere only we know. Não acreditei, acho que você estava lá comigo, partilhando esses lugares que a gente conhece bem e que podem ser tudo que a gente quer que eles sejam...
Obrigada por tudo, pela boa companheira que foi nos breves e transformadores momentos em que estivemos juntas!

Lamie é minha amiga que achei lá na TV Brasil. Partilhávamos belas manhãs, onde Av. Chile virava Av. Paulista, barzinho da Joaquim Silva virava Pub Londrino e prazos e pressões de trabalho viravam só algumas horas da nossa vida de jovenzinha com marido e cinemas para frequentar.
Quando voltei do cinema ontem peguei um ônibus, pois o metrô estava lento por conta de um acidente. Por incrível que pareça pegar ônibus aqui é mais gostoso que metrô, sobretudo de noite. A gente vem reparando na cidade, na ordem de cada rua, nas luzes do Natal que ainda estão aí (e acho que devem ficar até o fim do inverno). Aí vi um outdoor que dizia:
"Il est seize heure. Savez-vous où est ton rayon de soleil?"
(São 16h. Você sabe onde está o seu raio de Sol?"
e abaixo da frase:
"Le solde évasion hivernale"
(saldão de inverno)
e logo abaixo, pequenino, o nome da loja ou empresa (Expedia).
Na hora achei genial, a melhor propaganda de shopping de todos os tempos! Explico: no inverno 16h aqui já é noite, é o horário de rush, o metrô ferve e os engarrafamentos também. Horário nobre na tv é 18h, hora do jornal. Eu até que gosto de anoitecer cedo pois a noite fica longa e a gente pode fazer muitas coisas noturnas numa noite só.
Assim como gostava muito quando anoitecia quase 21h e o dia ficava imenso, pelo mesmo motivo.
Pensei "caramba, tenho que falar com Lamie dessa propaganda": você sai do trabalho, já está escuro e inverno e seu raio de Sol está nas compras, Lamie vai amar isso!
Mas aí cheguei em casa e vi que Expedia é uma agência de viagens, ou seja, hora de se mandar pra Flórida! (Ou Búzios, pros imigrantes vindos do Rio). Aí a propaganda não ficou mais tão sensacional assim, ficou meio óbvia...
Mas Lamie continuou nas minhas lembranças.
Lamie, você nem acredita, quando fui no shopping gastar o cartão presente que ganhei de Natal no trabalho a música que estava tocando era... Keane! Shomewhere only we know. Não acreditei, acho que você estava lá comigo, partilhando esses lugares que a gente conhece bem e que podem ser tudo que a gente quer que eles sejam...
Obrigada por tudo, pela boa companheira que foi nos breves e transformadores momentos em que estivemos juntas!

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